GRÃO-MESTRES DO GRANDE ORIENTE DO BRASIL COM QUEM CONVIVI E CONVIVO
Retalhos de minha caminhada no Grande Oriente do Brasil

Helio Pereira Leite
Iniciei minha caminhada maçônica em 26 de fevereiro de 1966, ao ser iniciado na Augusta e Respeitável Loja Maçônica União e Silêncio, 1582, no Oriente de Taguatinga-DF, federada ao Grande Oriente do Brasil, sob o veneralato do Irmão João Fonseca. Desde então, ao longo de décadas de labor contínuo, tive a oportunidade de vivenciar diferentes momentos da história da Federação e de conviver com Grão-Mestres Gerais que marcaram seus respectivos períodos de gestão.
Ao longo dessa trajetória, acompanhei a administração do Grão-Mestre Geral Álvaro Palmeira, professor, em uma fase de consolidação institucional, na qual a firmeza administrativa e a observância rigorosa dos princípios de regularidade foram essenciais para o fortalecimento do GOB.
Promulgou uma nova Constituição Maçônica em 1967. Em 1968 realizou a implantação do Rito Brasileiro por meio do Decreto nº 2080 de 19 de março de 1968. Criou a Editora Maçônica do GOB. Fundou o Escotismo no GOB por meio do Ato nº 2809 de 22 de novembro de 1966.
Na gestão de Moacyr Arbex Dinamarco, observam-se esforços significativos voltados à modernização administrativa e ao fortalecimento dos Grandes Orientes Estaduais, em sintonia com o crescimento da Maçonaria brasileira. Em seu período o Palácio Maçônico do Lavradio foi tombado, em 1972. Sancionou o novo Regulamento Geral da Ordem, em 4/10/1969. Participou, em Brasília, da cerimônia de recepção dos restos mortais de D. Pedro I. E em 3 de agosto de 1972. Lançou a pedra fundamental da futura sede do GOB em Brasília.
O período conduzido por Osmane Vieira Resende caracterizou-se por um período de turbulências, em um contexto de desafios internos e de reafirmação dos valores tradicionais da Ordem. Em sua gestão ocorreu a cisão de 1973, surgindo os Grandes Orientes Independentes, hoje confederados à COMAB.
Sob a liderança de Jair Assis Ribeiro, por dez anos, destacou-se a defesa firme da autonomia, da soberania e do prestígio do Grande Oriente do Brasil no cenário maçônico nacional e internacional. Construiu o Palácio Maçônico de Brasília, inaugurado em 1982. Como grande pacificador, articulou a incorporação em 13 de abril de 1985 do Grande Oriente do Distrito Federal. Criou a Ação Paramaçônica Juvenil – APJ. Promulgou a nova Constituição do GOB, em1990. Assinou diversos tratados com obediências internacionais. Instituiu a primeira Loja de Pesquisas Maçônicas do GOB, subordinada diretamente ao Grão-Mestrado Geral.
A gestão de Francisco Murilo Pinto evidenciou uma visão estratégica voltada à valorização das Lojas e dos Obreiros, reforçando o entendimento de que a força da Federação nasce na base da Instituição. Firmou tratados com diversas Grandes Lojas dos EUA e com Obediências na América Latina. Assinou tratados com a Grande Loja de São Paulo e com outras Grandes Lojas Estaduais. Instituiu a Biblioteca e o Museu Maçônico Ariovaldo Vulcano em 1995. Criou a Editora e Gráfica do GOB e a Revista Minerva. E realizou em 1997, em apoio a Academia Maçônica de Letras do DF, o “Compasso para o Futuro”, evento comemorativo dos 175 anos do GOB.
Durante o governo de Laelso Rodrigues intensificaram reflexões sobre a formação maçônica, identidade institucional e preservação dos valores simbólicos e filosóficos da Ordem. Sua gestão é caracterizada pela busca de eficiência econômica e informatização das atividades administrativas do GOB. Institui o Projeto “Amazônia: Soberania Nacional”, que visava à preservação da grande riqueza natural da região amazônica. Criou também a Rádio e TV GOB em 2026. Construiu o grande salão de festas do GOB, em Brasília.
Com Marcos José da Silva, que administrou o GOB por dez anos, houve atenção especial à comunicação institucional e à aproximação entre a administração central e os irmãos, fortalecendo o sentimento federativo. Concluiu a obra do Centro Cultural do GOB, em Brasília. Cuidou da eficiência administrativa e financeira da Federação. Administrou conflitos internos e externos com as demais potências instaladas no território nacional, impedindo a intervisitação interpotêncial.
Na administração de Mucio Bonifácio Guimarães, sobressaÍram o diálogo e o esforço de pacificação interna e externa, reafirmando a importância da harmonia como valor fundamental da Maçonaria. Foi chamado por alguns como o Grão-Mestre Geral pacificador pelo fato de ter permitido a visitação interpotencial. Em sua gestão o GOB festejou o seu bicentenário, em 17 de junho de 2022, sendo também chamado o Grão-Mestre Geral do Bicentenário.
Atualmente, sob a liderança do Grão-Mestre Geral Soberano Irmão Ademir Candido da Silva, o Grande Oriente do Brasil vive um período de continuidade e renovação, buscando conciliar tradição e modernidade diante dos desafios contemporâneos. Tem alargado as fronteiras da diplomacia do GOB, com viagens internacionais e com a celebração de nossos tratados com Potências Estrangeiras.
Ao revisitar esses períodos, torna-se evidente que a história do GOB é construída não apenas por seus dirigentes, mas pelo trabalho constante de milhares de maçons espalhados pelo território nacional, fiéis aos mesmos princípios, símbolos e ideais.
Este artigo não pretende exaltar trajetórias individuais, mas registrar um testemunho histórico de quem viveu, de forma contínua, diferentes fases da Federação, inclusive na cisão de 1973, consciente de que a Maçonaria e o Grande Oriente do Brasil em particular, é uma obra coletiva, permanente e sempre em construção, para honra e glória do Grande Arquiteto do Universo.
Helio Pereira Leite - Um eterno Buscador, conselheiro federal do GOB e presidente da Academia Internacional de Maçons Imortais-AIMI
Brasília, DF, 22 de dezembro de 2025

Helio Pereira Leite, Nasceu em Fortaleza – Ceará, em 07 de agosto de 1940.
Em 1959, concluiu o Curso Científico, no Liceu do Ceará.
Ainda em Fortaleza, fez o Curso de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR de Fortaleza, turma de 1960).
Em São Luís (Maranhão) serviu como Oficial R-2 de Infantaria, no 24° Batalhão de Caçadores.
A partir de l963, radicou-se em Brasília, onde ingressou no Serviço Público, constituiu família e se bacharelou em Direito (CEUB, turma de 1972).
Em 1966, ingressou na Loja Maçônica União e Silêncio, federada ao Grande Oriente do Brasil.
Exerceu diversas funções maçônicas, destacando-se a de Grão-Mestre do Grande Oriente do Distrito Federal (gestã0 2003-2007).
Recebeu várias comendas maçônicas, dentre as quais a Cruz da Perfeição, após quarenta anos de atividades na Arte Real.
Participou do 4º Ciclo da ADESG-DF (turma 1975).
É Cidadão Honorário de Brasília, título concedido pela Assembleia Distrital Legislativa do Distrito Federal.
Presidiu a APAE-DF, tendo exercido o cargo de Procurador Geral da Federação Nacional das APAEs.
Produções literárias: Ensaio –“ Maçonaria e Intelectualidade” (1989); Diário de Viagem – “Cuba, uma Ilha, dois países” (2002); “100 Peças de Arquitetura” (2010, organizado com Kleber S. Nascimento).
Do maçom Helio Pereira Leite veja também os artigos:
- Conselho Federal do Grande Oriente so Brasil;
- Banquete Maçônico.
- Pai, Tempo, e a Virgem Chorosa.
- Ordem, Lei e Justiça, As Três Colunas Mestras do Grande Oriente do Brasil
- Encontro Nacional das Academias Maçônicas de Letras
- Grande Oriente do Brasil, Uma Federação Maçônica Republicana
- Absai Gomes de Brito
- Grão-Mestres Gerais do Grande Oriente do Brasil
- Saudação a Cleber Tómas Vianna
- Potências Maçônicas e as Academias de Letras, Artes e Ciências Maçônicas
- O Poder Legislativo do Grande Oriente do Brasil se instala na cidade de Blumenau
- Na vida tudo passa, Só fica a Fotografia
- Novas Lideranças Maçônicas
- 1º Congresso Nacional das Academias Maçônicas - CONAMA
- Banquete Maçônico - Antiga Tradição da Arte de Comer Beber e de Festejar
- A Academia Internacional de Maçons Imortais - AIMI e a sua Capilaridade Literária e Cultural no Brasil Maçônico
- Grão-Mestres Gerais do Grande Oriente do Brasil com quem Convivi e Convivo
- Lauro Sodré: Arquétipo do Grão-Mestre Estadista na Maçonaria Brasileira
- O Brasil e o Grande Oriente do Brasil: uma dívida histórica de memória e reconhecimento
- Grão-Mestres Gerais por Decreto: o Legado de dez Maçons à Ordem e ao Brasil
- Os primeiros grandes representantes do Grande Oriente do Brasil, Diplomacia Maçônica e Garantias de Amizade
- A mesa como símbolo universal: o Mestre de Banquetes e a Fraternidade Humana

Abel Tolentino
WebMaster
Atualização 03/03/2026
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