O Canto do Mestre ou a História da Arte de Construir - III

Constituições de Anderson - 1723

Parte III

I

Nós cantamos dos MAÇONS  a Fama antiga,
Quando oitenta Mil Obreiros estavam
Sob MESTRES de Nomeada,
Três mil e Seiscentos de valor,
Foram empregados por SALOMÃO o Sire,
 E MESTRE PEDREIRO Geral também;
Quando HIRAM estava em Tiro a majestosa,
Como Jerusalém construída por verdadeiros Pedreiros.

II

A Arte Real era então divina,
Os Obreiros aconselhados do alto,
O Templo eclipsou todas as Obras,
O Mundo maravilhado tudo aprovou;
Homens engenhosos, de todos Lugares,
Vieram inspecionar o glorioso Monumento
E, de volta a casa, começaram a copiar
E a imitar seu elevado Estilo.

III

Por fim os GREGOS vieram a conhecer
A Geometria, e aprenderam a Arte,
A qual o grande PITÁGORAS demonstrou,
E que o glorioso EUCLIDES lhes comunicou;
O espantoso ARQUIMEDES também,
E muitos outros Sábios de valor;
Até quando os antigos ROMANOS examinaram
A Arte, e compreenderam a Ciência.

IV

Mas quando venceram a altaneira ÁSIA,
E a GRÉCIA e o EGITO subjugados,
Em Arquitetura exceram,
E Trouxeram toda a ciência para ROMA;
Onde o sábio VITRÚVIO, o primeiro Mestre
Dos Arquitetos, aperfeiçoou a Arte,
Nos Tempos pacíficos do Grande AUGUSTO,
Quando as Artes e os Artistas eram queridos.

V

Do Este trouxeram o Saber:
E como submeteram as Nações,
A espalharem de Norte a Oeste,
E ensinaram ao Mundo a Arte de construir,
Testemunhando pelas Cidadelas e suas Torres,
Para tornar mais fortes suas belas Legiões,
Seus Templos, Palácios, e Moradias,
Que falam os Pedreiros o GRANDE PROJETO.

VI

Assim os poderosos Reis do Oriente, e alguns
Descendentes de Abrão, como os bons Monarcas,
Do Egito, da Síria, da Grécia, e de Roma,
Compreenderam a verdadeira Arquitetura:
Nada de espantar se os Pedreiros se reúnem,
Para celebrar esses Reis-Pedreiros,
Com uma Nota solene e um correr de Vinho,
Enquanto os Irmãos cantam juntos.

CORO

Quem pode revelar a Arte Real?
Ou cantar seus Segredos em um Canto?
Eles estão bem guardados no CORAÇÃO  do Pedreiro,
E pertencem à antiga Loja

.

.

(Faz-se aqui uma pausa para beber à Memória dos Imperadores,
Reis, Príncipes, Nobres, Burgueses, Eclesiásticos e Sábios
eruditos, que sempre propagaram a Arte)

Fonte: Este cântico maçônico esta contido nas Constituições de
James Anderson, impressa em 1723 por solicitação da Grande Loja
da Inglaterra, que fora fundada em 1717.

 
Tradução feita pelo Irmão João Nery Guimarães em 1982
Livro: “Coluna de Harmonia” - Autor: Zaly Barros de Araújo
Editora Maçônica “A TROLHA”

Abel Tolentino
Atualização 12/01/2024

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