

"Assim como a camélia floresce no silêncio e na constância,
o Maçom trabalha em discrição e virtude para o bem da Humanidade"
A relação entre camélia, Maçonaria e Abolição no Brasil é muito interessante, mas é importante separar o que é simbolismo histórico do que é simbolismo maçônico propriamente dito.
No Brasil do século XIX, a camélia branca tornou-se um dos principais símbolos do movimento abolicionista. Ela era usada por abolicionistas e por pessoas que apoiavam publicamente a causa da libertação dos escravizados.
A associação ganhou força especialmente no Rio de Janeiro, onde o Quilombo do Leblon, ligado ao abolicionista José de Seixas Magalhães, que cultivava camélias. A flor passou a funcionar quase como um sinal de identificação dos simpatizantes da Abolição.
A Maçonaria brasileira teve participação importante nas campanhas abolicionistas do século XIX. Diversos maçons atuaram no movimento, e algumas lojas apoiaram iniciativas pela libertação dos escravizados.
Por isso, a camélia acabou aparecendo também no universo simbólico de maçons envolvidos com o movimento abolicionista.
Entretanto, há uma ressalva importante:
A camélia não é um símbolo universal ou ritualístico da Maçonaria.
Ou seja, ela não possui, nos rituais maçônicos tradicionais, o mesmo status simbólico de elementos como o Esquadro e o Compasso, o Nível, o Prumo, a Régua de 24 polegadas ou a Acácia.
Sua importância para a Maçonaria brasileira é sobretudo histórica e associativa, relacionada à atuação de maçons na causa abolicionista.
A camélia branca ganhou um significado particularmente forte:
branco → pureza e paz
flor → beleza e renovação
camélia → perseverança e resistência
uso pelos abolicionistas → liberdade e oposição à escravidão
Assim, em uma interpretação simbólica, a camélia pode representar:
🌺 LIBERDADE • DIGNIDADE • IGUALDADE • FRATERNIDADE • ESPERANÇA
Isso combina particularmente bem com os ideais maçônicos de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
Existe ainda uma tradição histórica muito conhecida segundo a qual a Princesa Isabel teria recebido e usado camélias como manifestação de apoio à Abolição. A flor tornou-se, portanto, associada à própria causa que culminou na Lei Áurea, de 13 de maio de 1888.
É justamente por isso que a camélia pode ser considerada um dos símbolos florais mais interessantes da memória abolicionista brasileira.
Goiânia, 31 de agosto de 2026
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- Luiz Gama, O Paladino da Abolição
Abel Tolentino
WebMaster
Atualização 31/08/2026
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